O Lobo e a Presa
Não podemos combater a prostituição de nossas meninas e meninos de rua quando alimentamos a marginalidade com a nossa indiferença; com a nossa omissão social se a gente dá de ombros e vê a questão social como algo distante de nossa realidade, como se isto não nos pertencesse, não fizesse parte de nosso dia-a-dia, do nosso mundo... quando nós idiotas pensamos que essa pobreza só existe na ficção do cinema ou nos países da América central e da África.

Meninas em idade escolar engravidam, tornam-se usuárias de drogas do crack, do álcool e de outras substâncias entorpecentes e degradantes na sua dependência química com seus fantasmas e miséria que uma sociedade desigual e desumana cria todos os dias e nada faz para afastar os espectros que atormentam a frágil condição social de nossos jovens e suas famílias.
Quantos pedófilos, maníacos, estupradores circulam pelas nossas ruas como criaturas invisíveis praticando crimes hediondos sob o biombo da impunidade e da nossa impotência e da nossa covardia e cala-boca, de nossa submissão e aceitação da coisa ruim que sempre nos assombra com sua mão perversa?
Até quando seremos cordeiros em meio a essa matilha crescente de lobos prontos para nos comer a carne e roer nossos ossos, até não restar mais nada deles?
Até quando?
Edilberto Abrantes.
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